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Olhares que cruzam, 2018

Exposição Coletiva

Abajur,

Ángel Guzman,

Be Leite,

Coletiva Amorço,

David Trullo,

Laura Fraiz,

Marcela Lima e

Matías Uris

Curadoria de Juan Motiel Rozas e Tibaji Chavewiq

Estádio de espelho; na psicanálise francesa dos anos 30, consistia no momento que a criança se vê em frente ao espelho e, pela primeira vez consegue se reconhecer. até então, tem observado seu corpo em partes. os braços, as pernas, as mãos. no estádio de espelho, o percebe como um todo. começamos então a construir nossa identidade. são as identidades que produzem coesão social e pertencimento.

a identidade não é racional; é da ordem do mundo das sensibilidades, [e uma construção imaginária de sentido, é pura representação. mesmo estando conectada de alguma forma ao real, nunca é uma cópia ou reflexo do real. são as identidades que constroem nosso imaginário, portanto, elas são a realidade na e qual vivemos.

num mundo empestado pela heteronorma, nossa identidade sempre nos atribuída ao invés de construída por nós. 

Muito recentemente começamos a construir nossa identidade, e o processo se dá diferente quando temos que passar várias desconstruções de valores já estabelecidos no imaginário social; valores opressores, violentos, que não permitem o direito fundamental à vida e ao amor.

proponho então que tiremos um tempo para pensar sobre nós. quem nós somos, sem viés estereotipado do olhar dos outros. o nosso olhar sobre nós mesmos; pois quando pararmos de reconhecermos partes das identidades LGBT+ como separadas, e compreendermos como todas fazem parte do mesmo organismo, como todas se juntaram a partir da mesa luta pelo direito à vida, teremos mais força para nos afirmar diante ao outro. e, mais do que nunca, é tempo de batermos o pé no chão e nos reafirmar. insistirmos em nós, por nós.

Galeria A Pilastra

Brasília - DF

16/06/2018 – 14/07/2018

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